“Juro, livre e solenemente, dedicar minha vida profissional a serviço da pessoa humana, exercendo a enfermagem com consciência e dedicação; guardar sem desfalecimento os segredos que me forem confiados, respeitando a vida desde a concepção até a morte; não participar voluntariamente de atos que coloquem em risco a integridade física ou psíquica do ser humano; manter e elevar os ideais de minha profissão, obedecendo aos preceitos da ética e da moral, preservando sua honra, seu prestígio e suas tradições.” (Florence Nightingale)
domingo, 16 de outubro de 2011
Campanha: “Seja um doador de órgãos, seja um doador de vidas”
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
SAIBA MAIS: Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP)
Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP)
A síndrome dos ovários policísticos (SOP) é um distúrbio endócrino complexo e heterogêneo, com prevalência nas mulheres em idade reprodutiva variando de 8,7 a 17,8%, de acordo com os diferentes critérios diagnósticos existentes. Apesar dos seus diversos fenó-tipos, esta síndrome é classicamente caracterizada por disfunção ovariana manifestada clinicamente por anovulação crônica, oligoamenorreia, hiperandrogenismo, infertilidade e presença de ovários morfologicamente policísticos.
A SOP tem sido fortemente associada com desordens metabólicas, tais como a síndrome metabólica (SM) e a resistência à insulina (RI), implicando no aumento do risco de desenvolver diabetes tipo 2, dislipidemia e uma constelação de fatores de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares (DCV).
A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma condição clínica multifatorial caracterizada por níveis elevados e sustentados de pressão arterial, que afeta aproximadamente um terço dos indivíduos em todo o mundo e, por essa razão, constitui-se num dos mais importantes fatores de risco para as DCV. Sua expressiva prevalência é responsável por alta frequência de internações, com custos médicos e socioeconômicos elevados, e causa grande impacto nas alarmantes taxas de morbimortalidade por DCV em todo o mundo.
A associação entre a HAS e a SOP ainda não está completamente esclarecida. Embora a alteração dos níveis pressóricos já esteja englobada no contexto das manifestações da SM e possa ser relacionada com os distúrbios metabólicos comumente encontrados nessa população, há uma carência de estudos no que diz respeito à prevalência de níveis pressóricos alterados em mulheres brasileiras com SOP e os fatores de risco cardiovasculares associados a essa condição.
TRATAMENTO
O tratamento da síndrome dos ovários policísticos depende dos sintomas que a mulher apresenta e do que ela pretende. A pergunta mais frequente do médico é saber se a paciente pretende engravidar ou não.
Anticoncepcionais orais:
Não havendo desejo de engravidar, grande parte das mulheres se beneficia com tratamento à base de anticoncepcionais orais, ou seja, a pílula. De fato, a pílula melhora os sintomas de aumento de pelos, espinhas, irregularidade menstrual e cólicas.
Não há uma pílula específica para o controle dos sintomas. As de baixa dosagem têm sido as mais prescritas pelos ginecologistas. Existem pílulas que tem um efeito melhor sobre a acne, espinhas e pele oleosa.
Mulheres que não podem tomar a pílula se beneficiam de tratamentos à base de progesterona.
Dietas com baixas calorias e pouca gordura melhoram o aumento de peso, contribuindo para o bem estar da paciente.
Em alguns casos medicamentos que são usados no tratamento da diabetes também tem sua aplicação.
Cirurgia:
Cada vez mais os métodos cirúrgicos para essa síndrome têm sido abandonados em função da eficiência do tratamento com anticoncepcionais orais.
Indução da ovulação:
Se a paciente pretende engravidar, o médico lhe recomendará tratamento de indução da ovulação, não sem antes afastar as outras causas de infertilidade. Não se deve fazer esse tratamento em mulheres que não estejam realmente tentando engravidar.
Antidiabetogênicos orais:
Estando a síndrome dos ovários policísticos associada à resistência insulínica, um dos tratamentos disponíveis é por meio de medicamentos para diabetes. Cabe ao médico e à paciente a avaliação do melhor tratamento.
Dieta e atividade física:
Essas pacientes devem ser orientadas em relação à dieta e atividade física, concomitantemente com as medidas terapêuticas.
É necessário tratar?
Pacientes com síndrome dos ovárioss policístico devem ser cuidadosamente avaliadas em relação à resistência à insulina e a síndrome metabólica, pois essas doenças estão relacionadas a maior chance de desenvolver alterações vasculares, diabetes, hipertensão arterial e risco cardiovascular aumentado.
Mulheres com ovários policísticos e obesidade devem ser estimuladas a mudar seus hábitos alimentares e de atividade física visando à melhora global das alterações.
sábado, 1 de outubro de 2011
NOTICIAS: Saúde lança ferramenta para melhorar atendimento ao idoso
Saúde lança ferramenta para melhorar atendimento ao idoso
Objetivo é fornecer aos gestores e aos profissionais de saúde informações que auxiliem no planejamento de ações voltadas à população idosa.
Em comemoração ao Dia Nacional e Internacional da Saúde do Idoso (1º de outubro), o Ministério da Saúde lança, em parceria com o Laboratório de Informações em Saúde, da Fiocruz, uma ferramenta que irá fornecer aos gestores e profissionais desaúde informações e indicadores que auxiliem na tomada de decisões e no planejamento de ações voltadas à população idosa.
Pelo SISAP-Idoso é possível fazer a consulta online dos indicadores, doenças, decretos, legislação, políticas públicas e programas que contemplam a saúde do idoso em todos os estados e municípios brasileiros. A ferramenta, também, possibilita sistematizar e acompanhar as políticas, programas e instrumentos de gestão, como o Pacto pela Vida, relacionados com a saúde do idoso, e estará disponível na página do MS.
“Esse espaço será útil ao Ministério da Saúde, pois contará com todo tipo de informação sobre o idoso que servirá como base para auxiliar na formulação e planejamento de ações para a saúde do idoso”, afirma a coordenadora da área técnica de Saúde do Idoso, Luiza Machado.
A atualização do sistema também será realizada pelos municípios, que receberão treinamentos para abastecer a página. Luiza Machadoexplica que esta medida servirá para melhorar o atendimento. “Se no interior do Amazonas foi verificado uma doença que não está sob controle, ao colocarmos esta informação no sistema teremos condições de averiguar o que está acontecendo e solucionar o mais rápido possível o problema”, destaca a coordenadora.
ESTATÍSTICAS- O Brasil, hoje, apresenta um contingente de aproximadamente 21 milhões de idosos (pessoas com idade igual ou superior a 60 anos); em 2025 esse número passará para 32 milhões, quando o Brasil ocupará o sexto lugar no mundo em população idosa, e em 2050 o percentual de idosos será igual ou superior ao de crianças de 0 a 14 anos.
Existem diversos fatores que contribuem para a maior expectativa de vida e, consequentemente, para o aumento da população idosa. Esse segmento da sociedade tem crescido de forma rápida e dentro desse grupo, os denominados “mais idosos, muito idosos ou idosos em velhice avançada” acima de 80 anos, também vem aumentando proporcionalmente e de maneira mais acelerada, constituindo o segmento populacional que mais cresce nos últimos tempos, sendo hoje mais de 12% da população idosa.
O efeito entre a redução dos níveis de fecundidade e de mortalidade no Brasil tem produzido transformações no padrão etário da população, sobretudo a partir dos anos de 1980. O ganho sobre a mortalidade e, como consequência, o aumento da expectativa de vida, associam-se à relativa melhoria no acesso da população aos serviços de saúde, às campanhas nacionais de vacinação, aos avanços tecnológicos da medicina, ao aumento do nível de escolaridade e de educação, aos investimentos na infra-estrutura de saneamento básico, ao incentivo a medidas de prevenção das doenças e promoção da saúde, à percepção dos indivíduos com relação às enfermidades.
PLANO– Para estimular um envelhecimento ativo e saudávelentre a população brasileira, o Ministério da Saúde dispõe do Plano de Ações de Enfrentamento às Doenças Crônicas Não Transmissíveis, que propõe estratégias que visam fortalecer o envelhecimento ativo de forma saudável. Paragarantir que o envelhecimento seja uma experiência positiva, deve ser acompanhado de oportunidades contínuas de saúde, participação e segurança.
As doenças crônicas não transmissíveis são as principais causas de óbitos no mundo, sendo responsáveis por elevado número de mortes prematuras e incapacidades. No Brasil, as DCNT se constituem no problema de saúde de maior magnitude, correspondendo a 72% das causas de mortes.
DIRETRIZES- A Área Técnica da Saúde do Idoso vem desenvolvendo ações estratégicas com base nas diretrizes contidas na Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa e nas metas propostas no Pacto pela Vida de 2006, objetivando promover o envelhecimento ativo e saudável, a realização de ações de atenção integral e integrada à saúde da pessoa idosa e de ações intersetoriais de fortalecimento da participação popular e de educação permanente, que serão descritas a seguir:
- Caderneta de Saúde da Pessoa Idosa-
- Caderno de Atenção Básica Envelhecimento e Saúde da Pessoa Idosa – Nº 19 – distribuídos para os profissionais da rede;
- Curso de Aperfeiçoamento em Envelhecimento e Saúde da Pessoa Idosa, na modalidade a distancia – visa à capacitação de profissionais de saúde da rede;
- Oficinas Estaduais de Prevenção da Osteoporose, Quedas e Fraturas em Pessoas Idosas, com o objetivo de sensibilizar e capacitar os profissionais de nível superior, preferencialmente aqueles que atuam na Atenção Primária;
- Oficinas de Prevenção da Violência contra a pessoa idosa com o objetivo de sensibilizar e capacitar os profissionais de saúde na identificação das pessoas idosas vítimas de maus-tratos e violência;
- Distribuição de Material Educativo;
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
SAIBA MAIS: Celulite
Hidrolipodistrofia = Celulite
É uma afecção edemato – degenerativa esclerótica da gordura subcutânea, a qual afecta não só as células gordas mas também o líquido intersticial e os vasos sanguíneos mais pequenos.
A verdadeira celulite é efectivamente uma doença e não um simples conceito estético corporal e nunca deve ser confundida com uma adiposidade localizada, na qual as células de gordura são perfeitamente normais desde o ponto de vista microscópico e bioquímico.
Celulite
- Afecta a 80% a 90% das mulheres;
- 41% dizem que a sua diminuição aumenta o auto-estima;
- O controlo do peso não esta relacionado com a incidência da celulite;
- Hábitos de exercício não são decisivos;
- A dieta pode ser um factor importante;
Causas da celulite
- Predisposição genética familiar;
- Factores hormonais;
- Alimentação;
- Vida sedentária.
O que causa?
- Perca da elasticidade do colágeno na derme;
- Enfraquecimento da derme;
- Sistema metabólico, vascular e endócrino comprometidos;
- Aumento de componentes tóxicos provocando alterações nos tecidos;
- Encapsulamento dos adipocitos aumentados, visivelmente na superfície da pele;
- Afecção edematosa da adiposidade subcutânea, que afecta os adipocitos e o liquido intersticial, caracterizado por:
- Aumento das viscosidades;
- Estase circulatória;
- Fibrose das fibras conjuntivas;
- Sobrecarga de gordura dos adipocitos;
Fases da celulite
Fase inicial
Tecido normal, sem alterações, mas pode haver circulação / estase circulatória.
Fase edematosa ou congestiva simples (curta duração)
Estase circulatória venosa e linfática – dilatação dos pequenos vasos da camada profunda da derme;
Drenagem normal dos liquídos intersticiais mais lenta;
Tecido conjuntivo imerso nesse liquído.
Fase de polimerização
Paredes capilares deixam passar líquido (contendo mucopolissacarídeos e electrólitos), para o tecido cutâneo, impedindo o seu funcionamento;
Mucopolissacarídeos polimerizam-se => um aumento da viscosidade do meio => retenção de água e compressão de terminações nervosas e estruturas circulatórias;
Tecido conjuntivo mais espesso.
Fase fibrosa
Estruturas vasculares nervosas comprimem-se, formando uma barreira que impede o funcionamento dos intercâmbios vitais, provocando uma diminuição de colagenio e aumentando a presença de fibrina;
Trabéculas fibrosas fecham a hipoderme em múltiplos alvéolos, onde são aprisionados os adipócitos;
Nódulos celulíticos (“pele de casca de laranja”).
Fase esclerótica
Tecido conjuntivo cada vez mais espesso e hermético – esclerose progressiva.
Tipos de celulite
Celulite compacta ou dura:
- Dura ao tacto (granulosa e aderente aos planos profundos);
- Localiza-se na parte inferior do corpo – aspecto ginóide;
- Face exterior dos músculos e face interior dos joelhos;
- Frequente em mulheres jovens;
- Não se altera com as mudanças de postura.
Celulite edematosa:
- Consistência viscosa ou pastosa, com nodosidades;
- Dolorosa ao tacto (e não só);
- Insuficiência circulatória venosa e/ou linfática dos membros inferiores (edemas, varizes, varicosidades, fragilidade capilar, pernas pesadas, cãibras, etc.);
- Localiza-se nos músculos e joelhos (pernas – membros mais afectados);
- Altera-se com as mudanças de postura.
Celulite flácida:
- Tecido esponjoso e oscilante;
- Não é dolorosa (normalmente);
- Localiza-se sobretudo na face anterior dos músculos e dos braços;
- Frequentemente associado a uma musculatura atrófica;
- Frequente em mulheres de meia idade;
- Altera-se com as mudanças de postura.
sábado, 24 de setembro de 2011
Saiba Mais: Somos Mamíferos ou Mamaderíferos?
Somos mamíferos ou mamaderíferos?
Apesar dos benefícios da amamentação ser difundidos em campanhas desde os anos oitenta, o uso da mamadeira e o desmame precoce ainda são uma realidade. Do ponto de vista nutricional, o leite materno é o alimento mais completo. As vantagens imunológicas podem ser sintetizadas em uma única frase: ... “cada mamada é uma vacina” (Guerra; 1999); destacando como são eficazes os fatores de proteção do leite humano. Seu sabor muda durante a evolução da lactação, ficando mais salgado e tendo em sua composição substâncias flavorizantes (que dão sabor e aroma) preparando o bebê para a alimentação do ambiente em que vive.
Do ponto de vista emocional, o contato da criança com a mãe durante a amamentação oferece à criança segurança e aumenta o vínculo entre as duas partes.
Sob o aspecto econômico, o leite materno é gratuito e diminui a morbidade infantil (adoecimento das crianças), sendo importante para a prevenção de doenças por carência vitamínica no primeiro ano de vida.
Pelos fatores relacionados à saúde e à economia, sua promoção é considerada estratégia de saúde pública, pois é gratuito, sendo estimulado por órgãos como a Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e Organização Mundial de Saúde (OMS).
Do ponto de vista Ortodôntico, o bebê para extrair o leite do seio materno tem que realizar movimentos complexos de ordenha, utilizando para isso, toda a musculatura da face, justamente as que vamos utilizar para mastigar posteriormente. Para que ela consiga realizar esses movimentos corretamente, o primeiro passo é que ela faça uma pega correta na mama. Nessa etapa, o seio materno (aréola e mamilo) distende-se cerca de três vezes o seu tamanho, acomodando corretamente por toda a boca da criança, ocorrendo assim um vedamento entre o seio, língua e lábio superior. Dessa forma a criança é obrigada a respirar pelo nariz, desenvolvendo a respiração nasal corretamente. Com a boca vedada ao seio, a criança faz os movimentos de abertura, protusão (levar pra frente), fechamento e retrusão (volta) da mandíbula voltando assim a sua posição inicial. O lábio superior, a mandíbula e a língua são trabalhados de maneira fisiológica e natural, ganhando força muscular (tônus). Estas ações, mais os movimentos de deglutição normal, ajudam a desenvolver a correta musculatura em torno da boca e da mandíbula, e o desenvolvimento da fala da criança. A flexibilidade e maciez do mamilo atuam moldando o céu da boca (palato duro) em resposta aos movimentos da língua que são como ondas para “retirar” leite (movimentos peristálticos), obtendo forma ampla de “U” dando espaço para o correto alinhamento dos dentes, o que diminui a incidência de má oclusão.
Na mamadeira, os movimentos são pobres, somente de abertura e fechamento da mandíbula. A sucção faz forte pressão nas bochechas, que pressionam as gengivas e dentes para dentro, afetando assim a posição dos dentes, predispondo a mordida cruzada posterior e aberta anterior. Quando o céu da boca (palato) é empurrado para cima pela mamadeira, o assoalho da cavidade nasal também se eleva, diminuindo o espaço nasal total. A criança aprende a respirar pela boca. É comum nesses casos encontrar arcadas em forma de “V” , estreitas, com palato alto, associada com mau alinhamento e falta de espaço para os dentes. A língua age como um pistão para controlar o fluxo de leite, o que a deixa sem tônus muscular, podendo predispor deglutição atípica, alterações na fala e em casos severos, levando à apnéia obstrutiva do sono (parada temporária da respiração, geralmente associada com o ronco).
A forma com que a criança mama ao seio materno estimula o desenvolvimento da face obriga a criança a respirar pelo nariz e promove uma maior tonicidade da musculatura peribucal. Assim, ela estará preparada para mastigar posteriormente, e terá aproveitado ao máximo o maior pico de crescimento da criança que é de zero a três anos de idade.
Apesar de todas essas vantagens, poucas são as crianças que são amamentadas, e essas na maioria o recebem por curto espaço de tempo. Mesmo o fato da mulher hoje gerar renda dentro da casa, e muitas vezes ter que deixar seu bebê para trabalhar, por incrível que pareça, esse não é o fator determinante. Pesquisas mostram que o tempo de aleitamento materno está mais relacionado com o grau de instrução da mãe, ou seja, mães com grau de instrução maior amamentam mais e por mais tempo. Mitos como: ...“o leite humano é fraco e que não sustenta” ou mesmo de que ...”o peito vai ficar feio e que vai “cair” são culturalmente fortes e atingem principalmente a população menos instruída.
Desde a infância somos atingidos por uma cultura que não favorece o aleitamento materno. Entretanto, essa é a época que experimentamos o que seremos quando adultos. Mas, os jogos eletrônicos que simulam a “vida real” (ex. jogos da Barbie, The Sims, etc) nos ensinam que para cuidar de um bebê (virtualmente) temos que dar a mamadeira e/ou chupeta. As grandes indústrias de brinquedos trazem lindas bonecas que fazem cesarianas e que vem com mamadeiras e bicos, tais como acessórios. Se repararmos bem, elas trazem também as deformações faciais estampadas sua face, pois ficam com a boca aberta (deformidades ósseas) com olheiras (característica de quem respira pela boca – Síndrome do Respirador Bucal). Mesmo assim, compramos porque achamos inconscientemente que é o certo, crescemos assim envoltos pela mídia do “ desmame precoce”, aprendendo erradamente com o lúdico. Se alguma menina quiser alimentar sua boneca ao seio, levantando a blusinha, ou fazer na boneca um parto normal, nos assustamos. Ficamos com medo de estar estimulando sua sexualidade. O que nos leva a refletir o quanto estamos equivocados, perdendo a referência do que é normal, ou melhor, natural.
Diante das inúmeras vantagens que o aleitamento natural proporciona, é nossa obrigação mudar essa cultura. Temos que começar por nós, pois queremos que nossas crianças dêem o melhor para seus filhos. Por isso quero lembrá-los que...
Por: Alessandra Parreira Menino
... “Somos Mamíferos Sim Senhor!”
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
SAIBA MAIS: HIDROCEFALIA
HIDROCEFALIA
Hidrocefalia vem do grego: hidro significa água, céfalo cabeça. Hidrocefalia é um acúmulo anormal de fluído – FCE (fluído cerebroespinhal) ou líquor (líquido cefalorraquidiano) - nas cavidades dentro do cérebro chamadas ventrículos. O líquido cefalorraquidiano é produzido constantemente dentro dos ventrículos cerebrais. Em pessoas normais, o líquor normalmente flui através de vias de um ventrículo ao próximo, e então para fora do cérebro, descendo para a medula espinhal. O líquido cefalorraquidiano está em constante circulação e tem muitas funções importantes. Ele envolve o cérebro e a medula espinhal agindo como uma almofada de proteção contra ferimentos. O líquido cefalorraquidiano contém nutrientes e proteínas que são necessárias para a nutrição e funcionamento normal do cérebro. Ele também carrega produtos eliminados dos tecidos adjacentes. Hidrocefalia ocorre quando há um desequilíbrio entre o montante de líquido cefalorraquidiano que é produzido e a quantidade que é absorvido. Por aumentar a quantidade de líquido cefalorraquidiano, os ventrículos se dilatam e a pressão dentro da cabeça aumenta.
Se as vias de drenagem do líquor forem obstruídas em algum ponto, o fluído se acumula nos ventrículos do cérebro, causando neles um inchaço - resultando na compressão do tecido ao redor. Em bebês e crianças, a cabeça se alargará; em crianças mais velhas e adultos, o tamanho da cabeça não aumenta porque os ossos que formam o crânio já estão completamente unidos.
Hidrocefalia de pressão normal: Há uma condição particular do idoso, na qual ocorre lenta dilatação dos ventrículos. O idoso passa a ter dificuldade para caminhar, perde o controle da urina e tem progressiva perda de memória e das capacidades mentais. Essa síndrome, que muitas vezes pode ser erroneamente diagnosticada como demência ou mal de Alzheimer, chama-se hidrocefalia de pressão normal (HPN). Uma cuidadosa avaliação neuropsicológica deve ser realizada para diferenciar as duas condições. Ao ser tratada, a HPN pode ter bom prognóstico, com melhora das funções mentais.
Sinais e Sintomas:
As hidrocefalias, as cavidades naturalmente cheias de LCR se dilatam e causam sintomas como dor de cabeça intensa, visão dupla, sonolência excessiva e torpor. Crianças pequenas que têm as fontanelas (moleiras) abertas, apresentam aumento progressivo e anormal do crânio.
Hidrocefalia Congênita e Adquirida:
- A Hidrocefalia congênita (presente no nascimento) supõe-se ser causada por uma interação complexa de fatores genéticos e ambientais. Estenose de aqueduto, uma obstrução do aqueduto cerebral, é a mais freqüente causa de Hidrocefalia congênita.
- Hidrocefalia adquirida pode ser resultado de Espinha Bífida, hemorragia intraventricular, meningite, trauma na cabeça, tumores e cistos.
Exemplos:
- Tumor cerebral - Tumores do cérebro causam inchaço dos tecidos circundantes, resultando em pobre drenagem do líquor.
- Meningite - Esta é uma infecção das membranas que recobrem o cérebro. A inflamação e debridação desta infecção podem bloquear as vias de drenagem causando hidrocefalia.
- Prematuridade - Bebês nascidos prematuramente são mais vulneráveis ao desenvolvimento de hidrocefalia do que aqueles nascidos a termo, desde que muitas partes do corpo ainda não estão amadurecidas. A atividade da área que está logo abaixo da linha dos ventrículos no cérebro apresenta um rico suprimento sanguíneo. Seus vasos sanguíneos podem ser facilmente rompidos se o bebê sofrer uma mudança na pressão sanguínea ou na quantidade de fluído no sistema.
Tipos de Hidrocefalia:
- Hidrocefalia Comunicante - Obstrução do fluxo do líquor no espaço subaracnóide após sair do quarto ventrículo. As causas incluem infecções como meningite (a fibrose obstrui o espaço subaracnóide e o fluxo do líquor), bem como falha de absorção, hemorragia subaracnóide ou bloqueio do sangue através de aneurismas.
- Hidrocefalia Não-Comunicante - Obstrução do fluxo do líquor no sistema ventricular ou na parte externa do foramen. Geralmente, os sítios de estreitamento são obstruídos. Exemplos incluem cistos colóides os quais obstruem o terceiro ventrículo e tumores do tronco encefálico os quais comprimem o canal entre o terceiro ventrículo e o quarto ventrículo (Aqueduto cerebral, ou de Sylvius).
- Hidrocefalia Ex-Vacuo ou compensatória - Algumas vezes o cérebro se retrai em tamanho (como no caso da Doença de Alzheimer), e, como resultado, os ventrículos se alargarão para compensar. Ainda que os ventrículos estejam dilatados, eles não estão sob pressão.
Tratamento:
Sabemos que não há tratamento medicamentoso para as hidrocefalias, nesse caso apenas paliativo. O tratamento que visa solucionar o problema é tradicionalmente cirúrgico.
O tratamento mais comum das hidrocefalias é através de cirurgias chamadas de derivações, ou seja, que derivam o LCR das cavidades onde naturalmente se represa e drenam para outras cavidades do corpo, diminuindo assim o excesso de líquido dentro dos ventrículos. A drenagem é feita por catéteres delicados que têm em seu trajeto uma válvula que controla a quantidade de líquido que deve ser drenada. Há grande diversidade de válvulas disponíveis nos dias atuais, sendo necessário escolher a que melhor deve se adaptar a cada paciente. A cirurgia mais freqüentemente realizada é a derivação ventrículo peritonial, quando o catéter é colocado de modo a drenar o LCR dos ventrículos para a cavidade abdominal.
Neuroendoscopia:
Além das derivações há ainda um novo método para tratamento das hidrocefalias não comunicantes, chamado neuroendoscopia. Esse novo método depende de uma aparelhagem própria de alta tecnologia e equipe experiente em seu uso. Permite o tratamento da hidrocefalia através de uma abertura pequena e colocação do sistema guiado por vídeo. Uma microcirurgia é realizada na qual o neurocirurgião desobstrui o trajeto do LCR ou abre uma membrana, formando um novo trajeto. Isso permite que o LCR encontre seu caminho para o ponto em que é absorvido. A grande vantagem desse método é que o paciente fica livre de uma válvula de derivação e de suas potenciais complicações. Além disso, o LCR é drenado de forma mais natural. As características individuais de cada paciente devem ser levadas em conta antes de optar-se pelo método mais adequado de tratamento.
terça-feira, 6 de setembro de 2011
SAIBA MAIS: Fórmulas do Amor: A Paixão é Uma Reação Química?
Fórmulas do Amor: A Paixão é Uma Reação Química?
Os cientistas conhecem a Feniletilamina (um dos mais simples neurotransmissores) há cerca de 100 anos, mas só recentemente começaram a associá-la ao sentimento de Amor. Ela é uma molécula natural semelhante à anfetamina e suspeita-se que sua produção no cérebro possa ser desencadeada por eventos tão simples como uma troca de olhares ou um aperto de mãos.O affair da feniletilamina com o Amor teve início com uma teoria proposta pelos médicos Donald F. Klein e Michael Lebowitz, do Instituto Psiquiátrico Estadual de Nova Iorque. Eles sugeriram que o cérebro de uma pessoa apaixonada continha grandes quantidades de feniletilamina e que esta substância poderia responder, em grande parte, pelas sensações e modificações fisiológicas que experimentamos quando estamos apaixonados. A Dra. Helen Fisher demonstrou que a inconstância, a exaltação, a euforia, e a falta de sono e de apetite associam-se a altos níveis de dopamina e norepinefrina, estimulantes naturais do cérebro. Alguns pesquisadores afirmam que exalamos continuamente, pelos bilhões de poros na pele e até mesmo pelo hálito, produtos químicos voláteis chamados Feromônios. Atualmente, existem evidências intrigantes e controvertidas de que os seres humanos podem se comunicar com sinais bioquímicos inconscientes. Os que defendem a existência dos feromônios baseiam-se em evidências mostrando a presença e a utilização de feromônios por espécies tão diversas como borboletas, formigas, lobos, elefantes e pequenos símios. Os feromônios podem sinalizar interesses sexuais, situações de perigo e outros. Se realmente existirem na espécie humana e sua percepção se derem de maneira inconsciente, estaríamos permanentemente emitindo informações acerca de nossas preferências sexuais e desejos mais obscuros sem saber?Os defensores da Teoria dos Feromônios vão ainda mais longe: dizem que o "amor à primeira vista" é a maior prova da existência destas substâncias controvertidas. Os feromônios – atestam – produzem reações químicas que resultam em sensações prazerosas. Na medida em que vamos tornando dependentes, a cada ausência mais prolongada nos dizemos "apaixonados" – a ansiedade da paixão, então, seria o sintoma mais pertinente da Síndrome de Abstinência de Feromônios. Com ou sem feromônios, é fato que a sensação de "amor à primeira vista" relaciona-se significativamente a grandes quantidades de feniletilamina, dopamina e norepinefrina no organismo. E voltamos à questão inicial: até que ponto a paixão é simplesmente uma reação química ?
Qual a Duração do Amor?
Existe um limite de tempo para homens e mulheres sentirem os arroubos da paixão? Segundo a professora Cindy Hazan, da Universidade Cornell de Nova Iorque, sim. Ela diz: "seres humanos são biologicamente programados para se sentirem apaixonados durante 18 a 30 meses". Ela entrevistou e testou 5.000 pessoas de 37 culturas diferentes e descobriu que o amor possui um "tempo de vida" longo o suficiente para que o casal se conheça, copule e produza uma criança. "Em termos evolucionários," - ela completa - "não necessitamos de corações palpitantes e suores frios nas mãos".
A pesquisadora identificou algumas substâncias responsáveis pelo Amor: dopamina, feniletilamina e ocitocina. Estes produtos químicos são todos relativamente comuns no corpo humano, mas são encontrados juntos apenas durante as fases iniciais do flerte. Ainda assim, com o tempo, o organismo vai se tornando resistente aos seus efeitos - e toda a "loucura" da paixão desvanece gradualmente - a fase de atração não dura para sempre. O casal, então, se vê frente a uma dicotomia: ou se separa ou habitua-se a manifestações mais brandas de amor - companheirismo, afeto e tolerância -, e permanece junto. "Isto é especialmente verdadeiro quando filhos estão envolvidos na relação", diz a Dra. Hazan.Os homens parecem ser mais susceptíveis à ação das substâncias responsáveis pelas manifestações associadas ao Amor. Eles se apaixonam mais rápida e facilmente que as mulheres. E a Dra. Hazan é categórica quanto ao que leva um casal a se apaixonar e reproduzir: "graças à intensidade da ilusão romanceada que temos do Amor, achamos que escolhemos nossos parceiros, mas a verdade é conhecida até mesmo pelos zeladores dos zoológicos: a maneira mais confiável de se fazer com que um casal de qualquer espécie reproduza é mantê-los em um mesmo espaço durante algum tempo" - que o digam os processos de assédio sexual no local de trabalho...
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